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O Gerente e Saraceni

A Mostra de Tiradentes desse ano até já acabou, mas eu queria registrar aqui algumas impressões rápidas sobre O Gerente, o filme inédito que a mostra exibiu na sessão de abertura como homenagem ao diretor, Paulo Cezar Saraceni.

Conversei sobre o filme com o Filipe depois da sessão e devo reconhecer que faço parte da turma, apontada por ele no seu texto na Cinética, dos que elegem os clássicos Arraial do Cabo e Porto das Caixas, dois trabalhos do início da carreira, como os grandes filmes do diretor. Os filmes seguintes do Saraceni nunca me fascinaram, embora tenham momentos notáveis, alguns realmente impressionantes. O Gerente não foge ao costume dos demais trabalhos dele: ele apresenta uma atmosfera de tonalidade doentia, ao mesmo tempo em que é composto por cenas distintas que parecem não apresentar um conjunto fechado, ao menos não sem deixar alguns ruídos e provocar bastante estranheza. São filmes motivados pela sensação de decadência do mundo, tomados pelo excesso dos sentimentos, feitos de erros e acertos, altos e baixos.

Nesse sentido, ao mesmo tempo em que mantém todas essas características, O Gerente me pareceu ser um dos seus melhores trabalhos. A primeira parte não me pegou, mas o filme ganha muita força a partir do momento em que se dedica aos impulsos de canibalismo digital desse gerente tarado que é o personagem do Latorraca. Nessa segunda parte, há um clima muito interessante de estranheza e humor, em parte graças à sucessão de beldades que o gerente conquista e morde, assim como às discussões motivadas pelos impulsos devoradores do protagonista. Isso se torna bastante visível com a participação terrir-chanchadesca de Paulo César Pereio.



Em seguida, o filme faz uma nova correção de rumo e a personagem da Ana Maria Nascimento Silva acaba dominando a cena em toda a sua etapa final, eclipsando a vitalidade tarada das pulsões do gerente. Pouco a pouco, ele vai se entregando a ela, que o escolhe e domestica os desejos dele: do antigo sedutor tarado só sobra a fraqueza da velhice opaca, à espera do fim. Pois é, eu achei o filme triste pacas. O Filipe terminou o texto dele afirmando que O Gerente apresenta um cinema "jovial e vivo". Mesmo que a beleza e a força do filme também me impressionem, confesso que certamente não atribuiria essas características a ele; ao contrário, a trajetória mostrada pelo filme me parece se distanciar progressivamente do tempo e das pulsões.

No dia seguinte a mostra promoveu  uma mesa de debate para homenagear Saraceni e, ao mesmo tempo, falar do filme - fizeram parte dela, além do próprio Saraceni, o montador de O Gerente, nosso querido Ricardo Miranda, o produtor Zelito Viana, a atriz Ana Maria Nascimento Silva e o convidado Julio Bressane, que teve a generosidade de ir a Tiradentes para falar do filme e homenagear seu realizador. Bressane fez uma analogia entre O Gerente e a história de Páris - aquela mesmo que provocou a Guerra de Tróia quando foi obrigado a escolher a mais bela entre três deusas (Hera, Afrodite e Palas Atena). Segundo Bressane, o filme trazia de volta a questão central do mito grego: por que escolher a beleza? Ele pareceu não concordar com um comentário que fiz sobre a relação de O Gerente com alguns aspectos biográficos do Saraceni, mas depois concordou com esse aspecto que me parece central: como é comum a obras fortes, O Gerente tem em sua essência essa faceta sombria; é a forma que o criador encontra para encarar a morte.

Eu comentei sobre esse aspecto autobiográfico quando lembrei que, assim como os filmes do Saraceni devem ser restaurados, é preciso também reeditar Por Dentro do Cinema Novo - Minha Viagem, o livro de memórias que ele publicou. Eu disse antes que os trabalhos do Saraceni que mais me encantam são Arraial do Cabo e Porto das Caixas? Pois incluo também esse livro notável, que começa com a frase "Eu era craque" (na verdade, eu já havia incluido ele na minha lista de "filmes do coração" feita para a Filme Cultura). Por dentro do Cinema Novo - minha viagem é um depoimento divertido e emocionado, sem paralelo no que já se publicou por aqui (ou quase, com a exceção das memórias do Lulu de Barros). Talvez ainda não tenham escrito no Brasil um texto de cinema mais bonito que essas memórias - com ele, a gente descobre que o maior personagem do Saraceni foi o próprio Paulo Cezar.



Escrito por daniel às 02h55
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Livro sobre o filme Serras da Desordem: disponível para download

Combinei com o Sérgio Cohn que iria disponibilizar na internet, pra quem quiser baixar, o livro que eu organizei e foi lançado pela editora Azougue em 2008. Nele, há cinco ensaios sobre o filme Serras da Desordem, do Andrea Tonacci, escritos por Ismail Xavier, Luís Alberto Rocha Melo, Clarice Cohn, Rodrigo de Oliveira e eu.
Há também a transcrição de uma entrevista que eu fiz com o Tonacci, além de uma extensa filmografia feita pelo próprio realizador, que inclui várias produções quase desconhecidas (algumas já perdidas).

Enfim, o livro pode ser baixado nesse link:
http://www.4shared.com/document/8Yl7mjom/miolo_livro_SERRAS_DA_DESORDEM.html
A capa também pode ser baixada aqui:
http://www.4shared.com/document/B-Subbfj/capa_SERRAS_DA_DESORDEM.html

Peço aos amigos que ajudem a divulgar para pessoas que podem se interessar pela leitura.

A intenção é de botar em breve na web também o "Ensaios sobre uma década", de 2005. Espero que isso role em breve.



Escrito por daniel às 23h47
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Conceição em DVD

Fica aí o aviso: enfim foi lançado o DVD do nosso filme. Já está chegando às locadoras (chegou na Macedônia aqui do Leme) e pode ser comprado pela internet em sites como o da livraria Cultura e o da Travessa. O lançamento foi feito pela distribuidora Original Vídeo e encomendas também podem ser feitas através do email da empresa.



Escrito por daniel às 21h56
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minha lista de prediletos de 2010



Antes que janeiro acabe, não é?
Lembro que, na época de contracampo, a gente sempre acabava fazendo a lista do ano anterior só em fevereiro ou março, pra dar tempo pra todo mundo ver os filmes que tinha perdido.
Bem, até que dessa vez perdi pouca coisa importante, pelo menos no circuito comercial, que é aquela tristeza cada vez pior.
Dos que estrearam comercialmente, meu predileto foi sem dúvida O que resta do tempo, dirigido pelo Elia Suleiman. Vi com Carol e o filme é muito, muito bom.
Mas segue uma curta listinha pessoal:

- O que resta do tempo
- Ervas daninhas
- Toy Story 3
- The ghost writer
- Avatar

Vale ainda uma lista dos prediletos vistos fora do circuitão, seja em festivais, graças à web ou em sessão especial:

- Copie Conforme
- Riscado
- Um dia na vida
- Histórias extraordinárias

Antes que me sacaneiem, vale lembrar que eu já pus um filme da série Toy Story numa lista de melhores do ano dez anos antes de qualquer revista francesa. Não fui o único, claro.
Vi boa parte dos filmes de diretores de prestígio que andam sendo incensados. Alguns eu gostei bastante (como o do Apichatpong e o do Bellocchio) e outros eu achei hiper-valorizados - alguns eu até comentei aqui, outros nem tive disposição pra tanto.

Enfim, fica o registro e, já que dois dos filmes fora-do-circuito que listei devem estrear (o do Kiarostami e o do Pizzi) e o do Coutinho é aquele caso, fica aqui a pilha pra que alguém dê uma chance de verdade pro Histórias Extraordinárias ser visto por essas bandas. Afinal de contas, precisamos comprovar que nós brasileiros não gostamos apenas dos filmes argentinos mais aguados.



Escrito por daniel às 05h14
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para começar bem o ano, um pouco de Jonas Mekas

Aqui está disponível em vídeo um longo depoimento do grande Jonas Mekas, cineasta, crítico, preservador, agitador cultural e tudo mais. Há várias outras entrevistas do Mekas na web - no próprio site dele há link para várias delas, e no youtube também dá pra achar mais coisas. Mas esse depoimento tem o mérito de abranger toda a sua trajetória de vida, de criação e de agitação artística, desde a infância na Lituânia, passando pelo regime comunista, a invasão nazista, a fuga de um campo de concentração, a chegada nos EUA, a criação da Film Culture, o interesse pelos filmes experimentais, a criação do Anthology Film Archives e mais um bocado de coisas. Além disso, ele também conta sobre suas relações com alguns dos principais cineastas do cinema independente que foi feito nos EUA década atrás, tais como Maya Deren, Cassavettes, Brakhage, Jack Smith, Robert Frank, Kenneth Anger, Andy Warhol e outros.



Escrito por daniel às 04h33
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