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Passarim


os filmes e a TV

Legal ver o blog ficando agitado, depois desses dias sem escrever aqui. Tá certo que a agitação aconteceu de modo um tanto surpreendente, como se pode ver pelos comentários furiosos do post abaixo.Não fico tão surpreso com a péssima opinião que as pessoas têm sobre os filmes brasileiros de modo geral. Isso sempre foi assim - há meses publiquei um texto do Paulo Emilio de 1959 em que isso ficava bem evidente. Não por acaso, claro: é praticamente consensual a opinião de que - com a exceção de alguns filmes bons, às vezes muito bons - a produção cinematográfica brasileira é débil, com mais sinais de fraqueza do que de força, apresentando com lastimável frequência trabalhos realmente desastrosos. Por outro lado, se isso é quase um consenso, a discussão começa a complicar quando se tenta definir quais são os filmes realmente bons.

Opiniões sobre filmes às vezes podem ser bastante parecidas entre si, mas cada um tem a liberdade de achar o que quiser. Desde que tenha visto. É aí que está a natureza da questão: tem que poder ver pra conhecer. Quem não quiser conhecer os filmes, tem todo o direito. Mas, até mesmo por tantos filmes serem feitos com uso de verbas públicas, é justo que as pessoas tenham o direito de ver essas produções.

Inclusive para não continuarem a repetir a balela de que só são produzidos nos Brasil filmes em favelas e comédias televisivas. Na verdade, esses gêneros são os que conseguem encher as salas de cinema. Eu entendo que tenha muita gente que implique e esperneie, mas é o caso de prestar atenção a esse ponto: filmes de favela e comédias televisivas são o hype, são aquilo que tem obtido sucesso de público. Quem quiser saber como são os filmes produzidos no Brasil precisa ter curiosidade para ir um pouco além do que é hype.

Acho que posso falar que o panorama geral dos filmes é ruim, porque sempre vejo muitos, embora nunca consiga ver todas as produções brasileiras lançadas a cada ano. Normalmente, consigo ver algo em torno de metade desta produção, ou seja, uns quarenta filmes. Esse ano está sendo um pouco mais complicado, tenho visto menos filmes depois que o Bernardo nasceu, o que é natural. Mas há produções que eu gostaria que fossem exibidas na TV aberta só para eu ter a chance de vê-las mesmo. O filme mais recente do Andrea Tonacci, uma belezura chamada Benzedeiras de Minas, eu vi na TV Brasil. Tem filme bom que só não é disputado por programadores de diferentes emissoras por conta dessa herança que temos até hoje do patrimonialismo montado nos anos 70 e 80 na rede televisiva, algo que se alastra até mesmo nas emissoras públicas.

Acreditar que o problema da ausência dos filmes se deve à falta de qualidade é levar fé no argumento da turma da grana. Não é muito diferente do consumidor que vai ao mercado e, ao ver que só há produtos da mesma marca, ouve do comerciante que as outras marcas são todas ruins. Me perdoem a sinceridade, mas cair nisso é cair no conto do vigário. Os filmes brasileiros precisam passar na TV justamente para as pessoas poderem escolher se querem vê-los ou não. Hoje elas não têm alternativa: não é possível ver vários filmes produzidos em anos recentes. Enquanto isso, quem resolver ligar a TV à tarde ou à noite tem a (falta de) opção para assistir a cada coisa...

Porque essa é a conversa fundamental: mais que a qualidade dos filmes, é a qualidade e a diversidade da televisão. Falar mal dos filmes brasileiros é fácil, ainda mais sem precisar vê-los para isso - já há críticos de cinema especializados nesse procedimento. Isso é moleza. Quero ver é defender a programação da TV brasileira. Falar bem de um ou outro capítulo de novela, qualquer um faz. Mas eu só levo a sério o sujeito que for contra a exibição de filmes brasileiros na TV se ele tiver disposição para assistir a pelo menos um terço dos episódios de Malhação, ao programa "O poder sobrenatural da Fé", da Record, e aos programas de apresentadores como Gugu Liberato, Márcia Goldsmith ou Sônia Abrão. Alguém aí aguenta o rojão?

Muitos filmes brasileiros podem ser ruins, mas a programação da TV aberta é bem pior. E as pessoas só vão poder diferir o que é bom ou ruim quando puderem ter acesso às produções. Enquanto isso não acontece, não vão poder conferir se o argumento dos donos do supermercado é verdadeiro ou não. Acredita quem quiser.
A Constituição afirma o contrário, e segue sendo desrespeitada. Mas acreditar que os donos do supermercado possam desrespeitar a constituição também é um direito garantido pela liberdade de opinião.

Seja como for, respeitando as discordâncias, eu insisto nos pontos que me parecem corretos. A constituição federal deve ser respeitada, a diversidade deve ser garantida através de programas independentes e regionais, as pessoas devem ter chances de poder ver os filmes feitos no país.
Espero que os próximos congressistas e administradores de emissoras públicas concordem com isso, embora a tradição não ajude a nutrir esperanças.



Escrito por daniel às 06h26
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avalanche de filmes na TV aberta

Meio sumido por conta de artigos pra escrever, mas um deles calhou de ser escrito justo quando divulgaram a presença de filmes brasileiros na TV em 2009.
Foram 206 filmes exibidos. A emissora TV Brasil foi a que mais exibiu: foram 84 diferentes longas-metragens brasileiros. A Globo ficou em segundo lugar, com 75 filmes. A Tv Cultura apresentou 44 filmes (não foi citada nas reportagens), o SBT exibiu dois, a Record exibiu um, CNT e Band zeraram.

A TV Brasil comemorou ter sido a líder, com 84 filmes. A Globo também comemorou, com 75. Talvez os dois números sejam altíssimos mesmo e eu é que sou chato. Nos dois casos dá, mais ou menos (um mais, outro menos), cerca de seis filmes brasileiros novos por mês.
Isso representou menos de 10% dos filmes exibidos na Globo (que apresentou mais de mil longas, quase todos dos EUA) e a quase totalidade de filmes apresentados na TV Brasil (que, por algum motivo, exibe filmes em poucos horários).

Há um artigo na Constituição, de número 221, que pretende garantir a presença da produção regional e independente nas programações. Nunca foi cumprido, por falta de regulamentação. Isso é um trabalho que nunca foi feito pelos nossos deputados e senadores.
Quem sabe os próximos eleitos encaram essa questão, não é?



Escrito por daniel às 09h04
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"o cineasta de casamentos"

O filme Il regista di matrimoni, dirigido pelo Marco Bellocchio e protagonizado pelo grande Sergio Castellitto, não foi exibido em cinema aqui no Brasil e já foi lançado em DVD com o título O Casamento. Mas bem que alguma distribuidora poderia aproveitar a boa onda em cima do novo filme do diretor, Vincere, para arrumar uma cópia boa e dar ao pessoal a chance de conferir esse filme de 2006 no cinema, como aconteceu agora com esse do Tarantino que foi lançado graças ao sucesso do Bastardos Inglórios. E ainda poderiam usar o título original, porque é bem melhor do que esse vago "O casamento".
Vi com a Carol e nós dois achamos que o filme é da pesada. O Bellocchio fez trabalhos de primeira linha nessa primeira década do século - Bom dia, noite, Vincere, esse e o melhor de todos, o A hora da religião. Que também não foi lançado, taí mais um para entrar na leva...

A tradução literal "O cineasta de casamentos" seria um título muito melhor para Il regista di matrimoni porque deixa bem claro o sentido crítico do filme: o fim de linha para os cineastas que não querem viver de remakes é filmar a realidade mais simplória, solene e repetitiva, como costumam ser as cerimônias de casamentos.



O filme me pareceu ser irmão do grande O crocodilo, do Nanni Moretti, porque os dois são sobre a crise do cinema italiano. O filme do Moretti se centrou muito sobre o peso de uma realidade bufona, encarnada pelo Berlusconi - que é tão circense que torna um tanto obsoleta a divisão tradicional do cinema italiano entre a fantasia e a crítica realista.  Esse do Bellocchio é mais sobre o peso da história e a dificuldade de alterar essa realidade, de marcar a diferença. O filme mostra até um personagem que ironiza uma certa amargura pela falta de reconhecimento: é um cineasta italiano que falseia a própria morte para poder assistir à celebração póstuma. É um filme um tanto destrambelhado, desgovernado e bastante ambicioso, assim como o do Moretti.

É curioso que eles tenham sido feitos e lançados quase simultaneamente. Fazem uma sessão dupla muito boa para que se veja como o cinema italiano fez do limão uma limonada: da reflexão sobre sua própria crise saíram dois filmes bem fortes. Tristes pra caramba, como não poderia deixar de ser, já que esse cinema entrou num buraco brabo desde os anos 80. Mas são dois filmes sem medo do excesso, nem de criar personagens-cineastas (no filme do Moretti, um produtor) tão desnorteados que beiram a auto-comiseração. Na terra de 8 e 1/2, quem poderia culpá-los por isso?



Escrito por daniel às 06h46
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ainda sobre o que se disse no debate

O momento mais constrangedor, sem dúvida, foi a discussão entre Dilma e Marina sobre o combate ao crack e às drogas em geral. Se essa é a nossa "esquerda contemporânea", estamos mal, muito mal. As duas tiveram uma postura reacionaríssima, pareciam duas velhas corocas.

E o pior é que nesse assunto não há muita alternativa. Serra já disse que é contra qualquer forma de legalização (apesar do FHC defender o contrário). E o Plínio é um pouco melhor, defendendo a legalização da cannabis. Mas é muito pouco, porque isso livra a cara de quem gosta de maconha, mas mantém a existência do tráfico armado, sustentado graças à proibição das drogas (que lhe garante o monopólio de venda junto aos viciados).

Caso interesse aos candidatos conhecer uma opinião séria sobre o tratamento do crack, podem dar uma olhada no artigo "O comércio de crack" (disponível aqui), que o médico Dráuzio Varella publicou na Folha no início de junho. Ali ele diz coisas não muito fáceis de aceitar, a ponto de concluir o texto com a seguinte frase: "O dependente de crack deve receber apoio social e deve ser tratado com critérios semelhantes aos que usamos no caso dos hipertensos, dos diabéticos, dos portadores de câncer, Aids e de outras doenças crônicas". Ou seja, é melhor dar aos dependentes um tratamento que inclui o uso da droga do que usar o aparato policial.
Esse aparato policial que a dona Dilma propõe e os outros parecem concordar não dá certo em lugar nenhum do mundo democrático, só em ditaduras. É melhor que dêem uma olhada no artigo do Varella, mesmo que seja depois das eleições.



Escrito por daniel às 05h19
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Plínio e a diferença de modelo socioeconômico

Na verdade, debates entre políticos só se tornam memoráveis quando os candidatos se irritam, brigam e dão show.
Então, esse debate entre presidenciáveis não representou grande coisa, foi morno, até meio chatinho. Mas teve lá seus bons momentos. Os candidatos tinham estilos bem diferentes: o Serra tem um estilo stanislavskiano, calejado; a Marina parecia uma depoente de programas do tipo "globo repórter" (infelizmente); a Dilma, bem, ela parece ainda não ter escolhido o seu próprio estilo - por enquanto, é algo mais próximo dos não-atores do neo-realismo italiano (mas não é nenhuma Anna Magnani); e o Plínio seguia um estilo mais brechtiano, dando valor ao espetáculo ao denunciar a sua natureza.

Pelo que li, o pessoal tem atribuído o papel de franco-atirador (ou troll) do Plínio ao fato de ele estar lá embaixo nas pesquisas, além de representar papel da esquerda radical etc. Pode ser, mas é importante sublinhar o fato de que ele pretende apresentar uma verdadeira alternativa ao modelo econômico que temos atualmente.

Esse posicionamento do Plínio de Arruda Sampaio esclarece uma coisa e cria dúvida sobre outra. Ele torna claro, de forma límpida, que os outros três candidatos defendem um mesmo modelo econômico. Mas não deixa claro qual é a sua alternativa. Como ele mesmo reconhece no final da entrevista que deu ao Noblat, sua proposta socialista não tem um modelo definido: "Não há modelos. O socialismo está sendo reinventado para incluir a liberdade na luta pela igualdade. A reinvenção está na etapa do debate ideológico entre os socialistas. Ainda não se executa. O Brasil poderá ser o primeiro" (tá aqui).

Há da parte da sua candidatura, então, o desejo de que as relações capitalistas de lucro sejam, digamos, reestruturadas, com pelo menos uma proposta clara, a de limitar o tamanho das propriedades de terra, mesmo que isso signifique tomar áreas que são produtivas. Não encontrei nenhuma declaração oficial do Plínio ou do PSOL sobre alguns dogmas do marxismo clássico, como a estatização dos meios de produção, mas a proposta de reestatização da Vale do Rio Doce está no programa oficial do candidato. Se não for apenas por nostalgia, não entendo o que diferencia a Vale de outras empresas. Será que vão ser todas estatizadas a médio prazo, acabando com a propriedade privada? Para mudar o modelo reformista, é preciso manter o dogma contra a propriedade privada? É isso que propõe a candidatura do Plínio?
A despeito da imensa simpatia que eu tenho por essa contestação direta ao modelo vigente, ela precisa ter respostas consistentes - ou, pelo menos no meu ponto de vista, mais viáveis. Acho que o PSOL e o Plínio ainda não têm essas respostas. A alteração das relações entre capital e trabalho não é um negóico do tipo "primeiro a gente se elege, depois vê como faz".

Mas achei bom que ele tenha descortinado a farsa que se apresentava como debate ideológico até então, porque os outros três candidatos seguem a mesma cartilha keynesiana do tal welfare state, com algumas diferenças de prioridades políticas, mas nenhuma diferença ideológica de fato. Não é por acaso que a Marina bate tanto na tecla de que sua eleição poderia representar a união das correntes que se apresentam como opostas (a tecnocracia tucana e o caudilhismo petista) porque o que os separa é só a decisão sobre quem administra o botequim, já que o cardápio é basicamente o mesmo.
Nesse sentido, a candidatura do Plínio é oposta à da Marina (porque é uma divergência, não é uma tentativa de síntese) e cria a percepção de que os outros três são mais parecidos do que querem admitir.
Em suma, Brecht na veia.

Se ele voltar a participar dos debates, fica a minha sugestão: Plínio, não se esqueça de falar sobre os meios de comunicação. Eu sei que pode soar mal-educado, mas fala sobre TV, não se esquece de falar sobre TV!



Escrito por daniel às 04h50
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